quarta-feira, 26 de maio de 2010

A BAILARINA QUE SOU, TAMBÉM ME VISTO DE MÚSICA



MAAT

O que é a Dança do Ventre para muitos?


Muitos responderiam, uma dança sensual, pra seduzir, pra encher os olhos, mas não é este realmente o intuito desta dança tão milenar tão antiga quanto a própria antiguidade.......


É a minha dança predileta e enquanto eu divido um pouco com vocês a cultura vou mostrando algumas fotos da última festa que participamos que foi maravilhosa, linda de viver.......


E no meio conto algumas peculiaridades que aconteceram.... poucas mas que nos renderam gargalhadas dentro camarim, entre uma apresentação e outra......


Começando pela parte histórica:

 UMA PARTE DAS BAILARINAS

A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhente a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī[4] (رقص شرقي, literalmente "dança oriental"), ou raqs baladi (رقص بلدي, literalmente "dança do país", e, por extensão, "dança popular"), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.

 PRIMEIRA HISTORINHA DA FESTA:

Estqavamos todas no camarim quando toca o celular da Karon Kali (professora foto logo abaixo)

Karon: Aló

(....): Nós vimos vocês dançarem achamos lindo, queriamos contratar

Karon: Olha Sr. agora eu não posso atendê-lo mas o }Sr. liga num outro momento pq  eu preciso de mais informações, que tipo de evento é, quantas bailarinas o Sr. pretende contratar, onde será o evendo, tudo isso depende e influencia no preço, por quanto tempo dançaremos também.....

(.....) Então depois ligo

desliga o tel. ela explica do que se passou.........

passa um tempo, saimos do camarim, dançamos acho que mais uma livre e eu me sentei na mesa com o Gil e as crianças, e ele relatou que os "SRS" da mesa logo atras dele foi que ligou, e que quando ele desligou, ele disse desta forma....... (detalhe era pra despedida de solteiro, me poupe)

(.....) De repente a gente faz um programa diferente com elas..... (todos estavam bêbados)

PS.: SRS....... SOMOS BAILARINASSSSSSSSSSSSSSSSS, NÃO AVENTUREIRAS ............

FIM................

KARON KALI - PROFESSORA MAIS QUE LINDA, MERECE TODOS OS CRÉDITOS E APLAUSOS EM PÉ


ORIGENS


A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.
Por possuir elementos corporais e sexuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao PeríodoMatriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da idéia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.
As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.(Penna, 1997).



ALINE (GAROTA SORRISO) E MAIS A FRENTE ROBERTA


os movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.
Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico1930. russo em
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
  • Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
  • Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
  • Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
No Brasil a prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos.

SEGUNDA HISTORINHA:

Não me lembro quem relatou ter passado por um bando de SRas....... (olha pessoal tem muita mulher que curte nossa arte, sorri pra gente quando passamos dançando, mas a maioria fecha a cara como se estivessemos fazendo algo de errado, portanto se um dia vc for a um evento desses, sorria para a Bailarina, ela retribuirá com um lindo sorriso, ela está ali, pra te agradar)

voltando a Sras. comentaram " ESSAS MOÇAS DEVEM SER TODAS SOLTEIRAS PQ QUE HOMEM CASARIA COM UMA MULHER DESSAS? "o tom é que dá o tcham da conversa.............. Sras. Nenhuma das que vcs virem aqui nas fotos são solteiras, são todas casadas, noivas ou namoradas..... esse preconceito é feio de se ver......... e não existe limites de idade para aprática da dança, se soltem, respirem fundo e megulhem na arte, isso não quer dizer que vc tenha que se paramentar e ir dançar, só as aulas já faz uma terapia muito boa.......

LOO

Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.

 LÚCIA

Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
  • As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
  • As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas de origem indiana descendentes dos Sinti, que passavam o tempo entretendo os soldados.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entando, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo.
Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.
A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.
No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.



O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia GamalTaheya Karioca, entre muitos outros ainda hoje estudados pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser dicotomizado: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade. e
No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.
Na década de 1990, a dança do ventre teve o maior impulso durante a exibição da novela O Clone, pela Rede Globo de Televisão, produção a qual tinha por tema as peripécias de uma muçulmana marroquina em terras brasileiras. Contudo, o término da exibição da telenovela não arrefeceu o interesse, existindo atualmente diversas escolas e espaços de dança dedicados à "Raks Sharqi".
A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.


 LAKSMI ACIMA - DRI EMBAIXO

Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
  • Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.
    • O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;
    • Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
    • Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
  • Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes.
    • O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
  • Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas.
    • Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.

[editar] Danças folclóricas

  • Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
  • Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
  • Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
  • Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
  • Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
  • Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
  • Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.
  • A dança com a cobra é considerada ato circense - a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances - mas não é considerada representativa da dança.



MAAT    E    GIL


A foto em que eu tirei em casa, foi uma tentativa pra depois vcs visualizarem a make, que eu fiz, se der pra aumentar a foto, ficou bem bonita, mesmo.......


Na Última foto é minha família, falta obvio duas pessoas, nunca ta todo mundo junto ........ neh........

E pra quem tiver paciência em assistir dois vídeos........ de duas coreografias......... fiquem a vontade, espero que tenha sido esclarecedora a parte histórica e que vcs tenham gostado das fotos da nossa festa da Barraca Árabe......








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3 comentários:

Marília e Gigi disse...

Essa agora eu me supreendi. Eu amo dança do ventre, mas nunca tive coragem de aprender por achar que não levava jeito e tal, até fiz uma aula e me encatei e agora com esse post me encatei mais ainda. E mais ainda por você.

Hellyanna disse...

Imagina,

Querida, é uma dança ótima pra coordenação motora, com o tempo vc vai descobrindo que cada partezinha do seu corpo é independente da outra, totalmente autonoma......

tome coragem e vá fazer só vai te trazer benefícios.....

e pq tANTO ENCANTAMENTO POR MIM.....

eu sou meio camaleoa assim mesmo......

faço coisas que o "D.....", duvida, pq Deus me conhece muito bem e sabe do que sou capaz....rsssssssssss

bjs, Má......

Emily disse...

aaaaai, eu ainda não acredito que PERDII vc dançando :/

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